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Série Vice – The Rapture.

A partir de agora o ::Tutoriais Photoshop:: irá apresentar para vocês algumas séries da Vice, líder da indústria na criação e distribuição de conteúdo original de alta qualidade.

Hoje com The Rapture, ao apresentar a banda em seu programa em 2003, David Letterman se referiu a eles como uma “banda de rock & roll aclamada pela crítica”. Ele acertou a parte do “aclamada pela crítica”, mas assim que o grupo começou a tocar, a primeira designação pareceu inadequada. A guitarra vívida e o vocal ganido do Luke Jenner chamaram a atenção de quem assistia, mas foram as batidas dançantes e aceleradas da bateria e o funk pulsante da linha do baixo que fascinaram todo mundo. Rock & roll? Parecia mais um vinil pós-punk clássico ganhando vida.

Desde o começo, Jenner e o baterista Vito Roccoforte sacaram a magia de um acompanhamento contagiante. O single de 1998 da banda, “The Chair That Squeaks” (“A Cadeira que Range”) recebeu um título apropriado: o zumbido cintilante do sintetizador e as rajadas de guitarra sinalizavam intenções vanguardistas, enquanto o ritmo da música mantinha sua cabeça balançando. Em 2001, o The Rapture uniu forças com James Murphy e Tim Goldsworthy, da DFA e, enquanto os Strokes estavam ocupados revitalizando o punk clássico de Nova York, Jenner, Roccoforte e companhia estavam tirando a poeira das inovações de bandas como Liquid Liquid e Public Image Ltd. A junção Rapture/DFA deu muito certo e resultou no single “House of Jealous Lovers” (que eles tocaram no Letterman) e numa batalha de ofertas entre grandes gravadoras. Mas a banda deixou a DFA logo depois com sentimentos feridos, na mesma época o neo-dance-punk virava tendência.

Mas depois de dois álbuns e a melhor parte de uma década, o Rapture se viu de volta ao acampamento da DFA. Nesse ínterim, o Vampire Weekend tinha ajudado a transformar um som mais suave em tendência e o James Murphy tinha conduzido o empreendimento LCD Soundsystem a uma conclusão heroica. Mas, felizmente, a versão 2011 do Rapture que se ouve no LP In the Grace of Your Love não parece inadequada, a banda parece mais coesa do que nunca, equilibrando perfeitamente elementos do pop e o imperativo da dança. Se o grupo – assim como a DFA e os demais arquitetos da renascença do dance-punk do início e meados dos anos 2000 – já precisou provar alguma coisa, agora eles simplesmente escrevem músicas ótimas e mostram que não precisam de um movimento alimentado pela mídia para validar sua sincera missão.

Escrito por André Sugai

Publicitário, Photoshopista, criador do Tutoriais Photoshop, venceu o prêmio iBest na categoria tecnologia em 2008 e dois prêmios de criatividade da Adobe. Ex-colaborador do Tech Tudo (http://Globo.com), iMasters (UOL) e Revista Photoshop Creative.

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